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Foto: Divulgação

Resultado fraco no Enamed vai punir faculdades de medicina na PB

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Quatro cursos de medicina com atuação na Paraíba vão sofrer punições após obterem avaliação insuficiente no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

As instituições receberam nota 2, em uma escala que vai de 1 a 5, classificação considerada insatisfatória. Como consequência, os cursos terão redução no número de vagas para ingresso, além de restrições em programas federais, como o Fies.

O QUE É O ENAMED

O Enamed é uma avaliação anual que mede o desempenho dos estudantes e a qualidade da formação oferecida pelos cursos de medicina no Brasil.

  • Notas 1 e 2: consideradas insatisfatórias
  • Nota 3: desempenho razoável
  • Notas 4 e 5: bom e excelente desempenho

Cursos que recebem nota 2 têm redução de vagas, enquanto aqueles com nota 1 podem ter suspensão total de novos ingressos.

CURSOS DE MEDICINA NA PARAÍBA QUE SERÃO PUNIDOS

As quatro instituições que receberam nota 2 no Enamed são:

  • Unipê – João Pessoa (Nota 2)
  • Unifacisa – Campina Grande (Nota 2)
  • Famene – João Pessoa (Nota 2)
  • Afya – João Pessoa (Nota 2)

CURSOS BEM AVALIADOS NO ESTADO

Por outro lado, cursos públicos federais se destacaram positivamente:

  • Universidade Federal da Paraíba – Nota 4
  • Universidade Federal de Campina Grande (Campus Cajazeiras) – Nota 4
  • Universidade Federal de Campina Grande (Campus Campina Grande) – Nota 4

OUTRAS INSTITUIÇÕES PRIVADAS TAMBÉM FICARAM NA FAIXA INTERMEDIÁRIA:

  • UNIFIP – Patos – Nota 3
  • Unifsm – Cajazeiras – Nota 3

CENÁRIO NACIONAL

Em todo o país, 351 cursos de medicina foram avaliados. Desses, mais de 100 tiveram desempenho considerado insatisfatório. Aproximadamente 30% ficaram nas faixas 1 e 2. Os melhores resultados, com notas 4 e 5, ficaram concentrados principalmente em universidades públicas federais e estaduais.

Antes da divulgação dos resultados, uma entidade que representa universidades particulares chegou a ingressar na Justiça para tentar barrar a publicação dos dados, mas o pedido foi negado.

DIREITO DE DEFESA

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as instituições punidas ainda terão um prazo para apresentar defesa. O ministro reforçou que o objetivo da medida é garantir a qualidade da formação médica e proteger a população atendida por esses profissionais no futuro.

Fonte: Alan Ferreira

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