O número de idosos vítimas de quedas da própria altura tem chamado atenção de profissionais da saúde e especialistas. Durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da Campina FM, o ortopedista e cirurgião de joelho Dr. Guilherme Brito, da clínica Ortocenter JK, explicou que o aumento desses casos é uma tendência ligada principalmente ao envelhecimento da população e à maior independência dos idosos.
De acordo com o médico, muitos idosos vivem sozinhos e mantêm autonomia nas atividades do dia a dia, mas o corpo já não responde da mesma forma, o que aumenta o risco de acidentes domésticos. “Mesmo com prevenção e conscientização, a tendência é que os números aumentem, porque estamos vivendo mais e com mais independência”, destacou.
Segundo o especialista, uma simples queda pode desencadear consequências graves, como fraturas, perda de mobilidade e até complicações respiratórias ou cognitivas. Entre as lesões mais comuns estão fraturas no punho, ombro e quadril — esta última considerada uma das mais graves, muitas vezes exigindo cirurgia e um longo processo de reabilitação.
Grande parte dos acidentes acontece dentro de casa. Tapetes soltos, pouca iluminação, pisos escorregadios e ausência de barras de apoio no banheiro estão entre os principais fatores de risco. O médico recomenda adaptações simples no ambiente doméstico para reduzir as chances de quedas.
Outro ponto destacado foi a importância da atividade física na terceira idade. De acordo com Dr. Guilherme Brito, exercícios regulares ajudam a preservar a musculatura, especialmente das pernas, o que melhora o equilíbrio e reduz o risco de quedas. “O exercício físico deve ser encarado como um remédio diário para envelhecer com mais saúde e autonomia”, afirmou.
Em caso de queda, a orientação é manter a calma e evitar levantar o idoso imediatamente. O ideal é acionar o SAMU (192) para que o paciente seja avaliado e transportado de forma segura para atendimento médico.
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