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Foto: Divulgação

Joy Joy transforma ideias do cotidiano em músicas produzidas com IA

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A tecnologia abriu um caminho inesperado para uma jovem de Campina Grande transformar letras e ideias guardadas há anos em músicas prontas para chegar às plataformas digitais. Joyce Evellyn Rocha Santana, que adotou o nome artístico Joy Joy, encontrou na inteligência artificial uma forma de produzir suas próprias composições mesmo sem experiência profissional anterior no mercado musical.

Estudante de Engenharia de Computação, Joy Joy contou em entrevista à Campina FM que a relação com a música começou ainda na infância. Teclado, violão e letras escritas em cadernos faziam parte da rotina, mas as composições nunca haviam ultrapassado o papel.

A mudança começou no fim de 2025, quando ela encontrou no TikTok o anúncio de uma plataforma capaz de gerar músicas com inteligência artificial. A curiosidade virou experiência e, depois de muitas tentativas, começou a apresentar resultados.

Segundo a compositora, o processo está longe de simplesmente inserir uma letra e esperar que a inteligência artificial produza uma música completa. É preciso determinar instrumentos, andamento, características vocais e até sentimentos que devem aparecer em determinados momentos da interpretação.

“Você tem que verbalizar sentimentos”, explicou Joy Joy durante a entrevista. Para chegar ao resultado desejado, ela conta que pode gerar dezenas de versões de uma mesma composição, ouvir cada uma delas e fazer novos ajustes.

PRIMEIRA MÚSICA NASCEU DE UM DESEJO DA MÃE

O incentivo para tornar público o trabalho veio de casa. Depois de ouvir uma das músicas, a mãe de Joy Joy passou a incentivá-la a publicar o material e revelou o desejo de ouvir uma composição da filha tocando no rádio.

Foi então que a jovem cadastrou seu trabalho e disponibilizou “O Que É Pra Ser Será” nas plataformas digitais no Dia das Mães. A canção marcou oficialmente o início do projeto musical.

Depois veio “Papo de Ex”, produção que passeia pelo pagode e samba e nasceu de uma situação bastante cotidiana. Parte do refrão surgiu enquanto Joy Joy fazia faxina em casa.

As ideias não aparecem necessariamente em sessões formais de composição. A jovem mantém um grupo no WhatsApp apenas com ela mesma, onde registra frases, melodias e áudios. Muitas inspirações surgem durante o trajeto de ônibus para a faculdade.

Quando acumula material suficiente, começa a encaixar as ideias e construir a letra.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL TAMBÉM CRIA AS VOZES

Outro aspecto que chama atenção nas produções é a voz. Joy Joy explicou que não utiliza a voz de cantores reais como referência direta. A própria ferramenta gera uma voz a partir das características descritas por ela.

É possível determinar, por exemplo, gênero, faixa etária aproximada, timbre e outras características desejadas. A partir daí, a IA produz diferentes resultados, que passam por uma seleção e novos refinamentos.

Para Joy Joy, um dos maiores desafios é justamente evitar que o resultado tenha a aparência padronizada frequentemente associada às músicas feitas com inteligência artificial. Por isso, ela trabalha nos comandos para tentar transmitir emoção e naturalidade à interpretação.

O uso da tecnologia também tornou o projeto financeiramente possível. Sem recursos para investir inicialmente em uma produção musical tradicional, a estudante encontrou na assinatura da plataforma uma alternativa mais acessível para experimentar, compor e lançar seu trabalho.

Com novas letras e ideias já guardadas, Joy Joy pretende continuar explorando essa combinação entre composição humana e ferramentas de inteligência artificial. E claro que a gente vai acompanhando por aqui!

 

Fonte: Alan Ferreira

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