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Foto: Divulgação

Operação Lei Seca revela dado preocupante sobre motoristas na PB

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Mesmo após o fim das festas juninas, a Operação Lei Seca segue intensificando as fiscalizações em todo o estado. Somente durante o mês de julho, 221 condutores foram autuados durante as ações realizadas em parceria entre o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB), Polícia Rodoviária Federal (PRF), BPTran e órgãos municipais de trânsito.

Em entrevista ao Jornal Integração da Campina FM, o coordenador da Operação Lei Seca na Paraíba, coronel Valterlins Dutra, explicou que, diferente do que muitos imaginam, o trabalho de fiscalização não diminui após o São João. Segundo ele, durante junho muitos motoristas já esperam as blitze e optam por aplicativos, transporte coletivo ou motoristas da rodada. Em julho, porém, parte dos condutores acredita que a fiscalização será reduzida, o que não acontece.

“O planejamento é integrado entre os órgãos de trânsito e segurança. Onde houver eventos com grande concentração de pessoas e consumo de bebida alcoólica, haverá fiscalização”, destacou.

Além do combate à alcoolemia, as equipes também verificam documentação do veículo e do condutor, estado de conservação dos automóveis e motocicletas, uso correto do capacete, transporte irregular de passageiros e outras infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

O coronel também reforçou as penalidades para quem insiste em dirigir após consumir álcool. A infração gera multa de R$ 2.934,70 e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por 12 meses. Nos casos em que o teste do etilômetro aponta índice superior ao permitido para caracterização de crime, ou quando o motorista apresenta sinais evidentes de embriaguez, ele é encaminhado à delegacia.

Outro alerta feito pelo coordenador diz respeito aos prejuízos financeiros. Além das sanções administrativas e criminais, seguradoras podem se recusar a cobrir acidentes envolvendo motoristas alcoolizados.

Apesar dos números de autuações, Valterlins afirma que a conscientização dos paraibanos tem evoluído. Segundo ele, quando a Operação Lei Seca começou, em 2012, cerca de 50% dos motoristas abordados haviam ingerido bebida alcoólica. Atualmente, esse percentual gira entre 9% e 10%.

O coordenador também informou que novos municípios passam a integrar o sistema de fiscalização. A cidade de Areia, por exemplo, já capacitou seus agentes municipais e deverá ampliar as ações de trânsito em parceria com os demais órgãos estaduais.

Para o coronel, o objetivo da Operação Lei Seca não é punir motoristas, mas preservar vidas.

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Fonte: Alan Ferreira

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