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Violência contra a mulher exige participação dos homens no combate

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Os recentes casos de violência contra mulheres e meninas no Brasil reacenderam um alerta importante na sociedade. Episódios de feminicídio, agressões domésticas e abusos seguem sendo registrados com frequência, revelando que o problema da violência de gênero ainda está longe de ser superado.

Para o empresário e educador Janguiê Diniz, fundador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional e presidente da ABMES, o enfrentamento dessa realidade precisa envolver também os homens. Segundo ele, durante muito tempo o debate sobre violência contra a mulher foi tratado como uma pauta exclusivamente feminina, quando, na verdade, a mudança cultural exige o envolvimento de toda a sociedade.

De acordo com Diniz, a violência de gênero não começa apenas nos crimes mais graves. Comentários ofensivos, piadas que diminuem mulheres e atitudes que deslegitimam suas vozes também fazem parte de uma cultura que normaliza desigualdades. Quando esses comportamentos são tolerados em ambientes sociais ou profissionais, acabam contribuindo para a manutenção de um ciclo de violência.

O especialista destaca que os homens têm um papel importante na transformação desse cenário. Isso inclui questionar atitudes machistas, apoiar vítimas e incentivar ambientes de respeito e igualdade. Para ele, a educação é uma ferramenta essencial nesse processo, envolvendo famílias e escolas na formação de jovens com valores de empatia e respeito.

Além da mudança cultural, Diniz ressalta a importância de leis eficazes e de uma atuação firme do sistema de justiça. Embora o Brasil tenha avançado com legislações como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio, ainda existem desafios relacionados à denúncia, à proteção das vítimas e ao combate à impunidade.

Ele também defende que a sociedade precisa fortalecer estruturas de acolhimento às mulheres que sofrem violência, garantindo apoio psicológico, jurídico e institucional. Para o educador, enfrentar o machismo e combater a violência contra a mulher é um compromisso ético coletivo.

Fonte: Renato Araújo

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