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Foto: Divulgação

Parkinson vai além do tremor e exige atenção aos sinais iniciais

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Abril marca o mês de conscientização sobre a Doença de Parkinson, condição neurológica crônica e progressiva que ainda levanta dúvidas entre a população. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 200 mil brasileiros convivem com a doença, enquanto mais de 8 milhões de pessoas são afetadas em todo o mundo.

Caracterizada pela degeneração de neurônios responsáveis pela produção de dopamina, substância essencial para o controle dos movimentos, a doença costuma evoluir de forma lenta e silenciosa, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Segundo o neurocirurgião Nêuton Magalhães, doutor pela USP e especialista em dor, o Parkinson não se resume ao tremor, sintoma mais conhecido. “Muitos pacientes apresentam sinais iniciais mais sutis, como rigidez muscular, lentidão nos movimentos, alterações no sono, perda do olfato e sintomas emocionais, como depressão e ansiedade”, explica.

Entre os principais sinais de alerta estão tremor em repouso, lentidão para tarefas simples, rigidez muscular, alterações na fala e na escrita, distúrbios do sono e diminuição do olfato. O especialista destaca que reconhecer esses sintomas precocemente pode impactar diretamente na qualidade de vida do paciente.

O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação médica e no histórico do paciente, já que não há um exame específico capaz de confirmar a doença de forma isolada. O tratamento inclui medicamentos que ajudam a repor ou simular a dopamina, além de terapias como fisioterapia, fonoaudiologia e acompanhamento psicológico. Em casos mais avançados, a estimulação cerebral profunda pode ser indicada.

Com o envelhecimento da população, a tendência é de aumento no número de casos, reforçando a importância de campanhas de conscientização para ampliar o acesso à informação e incentivar o diagnóstico precoce.

Fonte: Vivass Comunicação

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