A praticidade da inteligência artificial tem conquistado espaço em diversas áreas, inclusive na alimentação. No entanto, recorrer a plataformas digitais para criar dietas sem acompanhamento de um nutricionista pode trazer sérios prejuízos à saúde. O alerta é da nutricionista Fernanda Mariano, durante entrevista ao Jornal Integração da Campina FM.
Segundo a especialista, a principal limitação da inteligência artificial é a incapacidade de elaborar um planejamento alimentar verdadeiramente individualizado. Embora essas ferramentas consigam montar cardápios a partir de informações fornecidas pelo usuário, elas não realizam uma avaliação clínica completa, etapa indispensável para um tratamento nutricional seguro.
Fernanda explica que um planejamento alimentar exige uma consulta detalhada, que inclui anamnese, análise da rotina, histórico de saúde, exames laboratoriais, avaliação física, composição corporal e outros fatores capazes de identificar as reais necessidades nutricionais de cada paciente.
De acordo com a nutricionista, dietas produzidas exclusivamente por inteligência artificial podem provocar deficiências de vitaminas e minerais, além de favorecer o surgimento de sintomas como fadiga, sonolência, anemia, queda de cabelo, unhas frágeis e redução do desempenho físico. Em alguns casos, esses sinais podem aparecer em poucos meses.
A especialista ressalta que a inteligência artificial pode ser uma importante aliada dos profissionais da saúde, auxiliando na organização de informações e no suporte ao atendimento. Porém, ela reforça que a tecnologia não substitui o conhecimento técnico nem a avaliação clínica realizada por um nutricionista.
Para quem deseja emagrecer, ganhar massa muscular, controlar doenças como diabetes ou simplesmente melhorar a alimentação, a recomendação é procurar um profissional habilitado. Dessa forma, o plano alimentar será elaborado com base em evidências científicas e nas necessidades individuais de cada pessoa.
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