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Alzheimer: diagnóstico precoce abre novas possibilidades

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A doença de Alzheimer ainda é uma das principais causas de demência, mas os avanços no diagnóstico e no tratamento vêm mudando a forma como pacientes e familiares podem enfrentar a doença. O assunto foi destaque em entrevista com o médico neurocirurgião Dr. Luiz Severo, no Jornal Integração, da Campina FM.

Segundo o especialista, o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela perda progressiva de neurônios. Entre os mecanismos associados à doença está o acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro. Uma das regiões afetadas é o hipocampo, diretamente relacionado à formação de novas memórias.

Um dos alertas feitos durante a entrevista é que nem todo esquecimento significa Alzheimer. Queixas de memória também podem estar relacionadas a condições como insônia persistente, ansiedade, depressão, burnout, deficiências vitamínicas e alterações da tireoide. No Alzheimer, muitas vezes são os próprios familiares que primeiro percebem mudanças, como repetição frequente de perguntas, dificuldade para lembrar nomes e alterações de comportamento.

DIAGNÓSTICO PRECOCE PODE FAZER DIFERENÇA

De acordo com Dr. Luiz Severo, o diagnóstico envolve avaliação clínica e pode incluir exames de imagem e laboratoriais. A ressonância magnética pode ajudar a identificar sinais de atrofia cerebral, especialmente na região do hipocampo. Exames laboratoriais também são utilizados para investigar outras possíveis causas das alterações cognitivas. Em situações específicas, biomarcadores relacionados à proteína beta-amiloide podem auxiliar na investigação.

O especialista ressaltou que a identificação da doença em estágios iniciais ganhou ainda mais importância diante do surgimento de terapias direcionadas aos mecanismos envolvidos no Alzheimer. Ele destacou, porém, que tratamentos mais recentes podem ter indicações específicas, riscos e custos elevados, exigindo avaliação médica individualizada.

FAMÍLIA DEVE FICAR ATENTA AOS PRIMEIROS SINAIS

Esquecer acontecimentos recentes enquanto mantém lembranças antigas é uma característica que pode aparecer no Alzheimer. Segundo o médico, isso acontece porque a doença pode comprometer estruturas envolvidas na transformação das memórias recentes em memórias de longo prazo.

Dr. Luiz também chamou atenção para a maneira como familiares e cuidadores lidam com o paciente. Em vez de fazer perguntas repetidas para testar a memória, a orientação apresentada na entrevista é ajudar na localização temporal e na rotina, preservando o acolhimento e a participação do paciente na vida familiar.

O neurocirurgião lembrou ainda que existem diferentes tipos de demência e doenças capazes de produzir sintomas semelhantes. Por isso, diante de alterações persistentes de memória, comportamento ou outras funções cognitivas, a recomendação é buscar avaliação profissional. Neurologistas e geriatras estão entre os especialistas envolvidos no diagnóstico, enquanto o acompanhamento pode incluir uma equipe multidisciplinar.

ASSISTA À ENTREVISTA COMPLETA NO PLAYER ABAIXO

Fonte: Alan Ferreira

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