Jogar medicamentos vencidos no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário pode parecer uma solução rápida, mas a prática traz riscos ao meio ambiente e à própria saúde da população. O alerta foi feito pela farmacêutica Alyne Portela, coordenadora do curso de Farmácia da Unifacisa, durante entrevista ao Jornal Integração da Campina FM.
Segundo a especialista, substâncias presentes nos medicamentos descartados de maneira inadequada podem contaminar o solo, os lençóis freáticos e a água. Alyne explicou ainda que alguns compostos têm efeito acumulativo, o que aumenta a preocupação com a exposição contínua.
ONDE DESCARTAR MEDICAMENTOS EM CAMPINA GRANDE?
A orientação é não tentar destruir, dissolver ou diluir medicamentos em casa. De acordo com Alyne Portela, a população deve procurar pontos apropriados de coleta. Farmácias disponibilizam caixas destinadas ao recebimento desses produtos e, em Campina Grande, também há um ponto de coleta no campus da Unifacisa, no bairro do Itararé. Algumas unidades de saúde também podem receber os medicamentos.
Outro cuidado importante começa antes mesmo do descarte. Medicamentos vencidos que permanecem guardados em casa devem ficar fora do alcance de crianças e animais, evitando casos de ingestão acidental e intoxicação.
BANHEIRO E COZINHA NÃO SÃO BONS LUGARES PARA GUARDAR REMÉDIOS
A farmacêutica também chamou atenção para um hábito comum nas residências: guardar medicamentos no banheiro ou na cozinha. Segundo ela, esses ambientes apresentam umidade e variações de temperatura que podem comprometer a estabilidade e a conservação dos produtos.
A recomendação é escolher um ambiente arejado, protegido da luz solar direta e seguro para crianças e animais. Sempre que possível, os medicamentos devem permanecer nas embalagens originais, que ajudam na identificação, preservam informações como a validade e, em alguns casos, oferecem proteção contra luz e umidade.
Mudanças de cheiro, cor, gosto ou aparência também merecem atenção. Caso o medicamento apresente características diferentes das habituais, a orientação da especialista é não utilizá-lo.
AUTOMEDICAÇÃO TAMBÉM PREOCUPA
Durante a entrevista, Alyne Portela reforçou os riscos da automedicação. Segundo ela, mesmo medicamentos considerados comuns podem provocar reações alérgicas, intoxicações ou mascarar problemas de saúde que precisam de diagnóstico adequado.
A especialista também destacou o papel do farmacêutico na orientação dos pacientes. Nas farmácias e drogarias, esse profissional pode esclarecer dúvidas sobre a utilização dos medicamentos, acompanhar tratamentos e identificar situações em que é necessário encaminhar o paciente para atendimento médico.
Ao encerrar a entrevista, Alyne deixou uma recomendação direta à população: medicamento deve ser tratado com responsabilidade e a automedicação deve ser evitada.
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