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Foto: Campina FM

Trauma alerta para acidentes com escorpiões e cobras em Campina

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Os acidentes com escorpiões seguem em alta em Campina Grande e já representam uma preocupação constante para os profissionais de saúde. Somente em 2026, o Hospital de Trauma da cidade tem registrado uma média superior a 90 atendimentos por mês relacionados ao escorpionismo, enquanto os casos envolvendo serpentes continuam exigindo atenção, principalmente nas áreas rurais.

Em entrevista ao Jornal Integração da Campina FM, o biólogo Rodrigo Galvão, colaborador do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIAtox-CG), explicou que agosto costuma marcar o aumento da atividade das serpentes devido à elevação das temperaturas. Nessa época, os animais deixam seus locais de repouso e entram no período reprodutivo, aumentando as chances de encontros com pessoas.

Segundo o especialista, cerca de 90% dos acidentes com serpentes acontecem na Zona Rural, principalmente com agricultores e trabalhadores do campo. Já os escorpiões são mais comuns nas áreas urbanas, especialmente o escorpião-amarelo-do-Nordeste (Tityus stigmurus), espécie altamente adaptada às cidades devido à oferta de alimento, abrigo e à ausência de predadores naturais.

Na Paraíba, as principais serpentes de importância médica são a jararaca-da-seca, a cascavel e a coral-verdadeira, responsáveis pela maior parte dos acidentes graves registrados no estado.

Rodrigo Galvão destaca que crianças, idosos e pessoas com doenças como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e imunossupressão fazem parte do grupo de maior risco tanto para acidentes com escorpiões quanto com serpentes.

Em caso de picada, a recomendação é manter a calma, lavar o local apenas com água e sabão e procurar imediatamente atendimento médico. O especialista reforça que não devem ser utilizados medicamentos por conta própria, substâncias caseiras ou bebidas alcoólicas, já que essas práticas podem dificultar o diagnóstico. O Hospital de Trauma de Campina Grande é referência no tratamento desses acidentes e dispõe dos soros específicos para cada tipo de animal peçonhento.

Para prevenir acidentes, quem trabalha na zona rural deve utilizar botas de couro, perneiras e luvas, evitando colocar as mãos em locais sem visibilidade. Já nas cidades, manter quintais limpos, eliminar entulhos, controlar baratas, fechar ralos, verificar calçados e roupas antes de usá-los e afastar móveis das paredes são medidas que reduzem significativamente o risco de encontrar escorpiões dentro de casa.

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Fonte: Alan Ferreira

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