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Foto: Instagram / @drcarlosdiego.otorrino

Vitamina C em excesso não previne gripe, alerta Dr. Carlos Diego

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Tomar um comprimido efervescente de 1 grama de vitamina C todos os dias é um hábito comum entre muitas pessoas, principalmente durante os períodos de maior circulação de vírus respiratórios. Mas será que essa prática realmente ajuda a prevenir a gripe ou acelerar a recuperação?

A dúvida foi enviada pelo ouvinte Joselito à Campina FM e respondida pelo médico otorrinolaringologista Dr. Carlos Diego, que explicou que, para pessoas saudáveis e sem deficiência nutricional, o consumo diário de 1.000 mg de vitamina C costuma ser desnecessário e oferece poucos benefícios adicionais.

Segundo o especialista, existe um limite para a absorção da vitamina C pelo organismo. A recomendação diária para um adulto saudável varia entre 75 e 90 mg, quantidade que normalmente pode ser obtida por meio de uma alimentação equilibrada, com frutas como laranja, kiwi, acerola e outras fontes naturais da vitamina.

O médico explica que suplementos entre 100 e 200 mg ainda são bem aproveitados pelo organismo. No entanto, doses muito maiores, como os tradicionais comprimidos efervescentes de 1 g, acabam saturando a capacidade de absorção do intestino. Com isso, grande parte da vitamina é eliminada pela urina.

Outro ponto destacado é um dos maiores mitos relacionados ao suplemento: a ideia de que altas doses de vitamina C impedem o aparecimento da gripe ou do resfriado.

De acordo com Dr. Carlos Diego, as evidências científicas mostram que a vitamina C não previne essas infecções. Em alguns casos, manter níveis adequados da vitamina pode contribuir para uma pequena redução na duração dos sintomas, mas iniciar uma suplementação elevada após o surgimento da doença não impede sua evolução.

Além da baixa eficácia, o uso exagerado também pode provocar efeitos indesejados, como desconforto intestinal, náuseas e cólicas, especialmente devido ao excesso da vitamina que permanece no intestino sem ser absorvido.

Por isso, a orientação é evitar a automedicação e recorrer à suplementação apenas quando houver indicação médica ou comprovação de deficiência nutricional.

Durante a entrevista, o especialista reforçou que manter uma alimentação balanceada continua sendo a melhor estratégia para garantir a ingestão adequada de vitamina C e contribuir para a saúde do organismo.

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA CLICANDO AQUI

Fonte: Alan Ferreira

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