O presidente do SindCampina, sindicato que representa os segmentos de bares, restaurantes, hotelaria e serviços de alimentação fora do lar em Campina Grande, Divaildo Bartolomeu de Lima Júnior, defendeu a ampliação do debate sobre a proposta de fim da escala de trabalho 6×1 durante entrevista ao Jornal do Meio Dia à Campina FM.
A Proposta de Emenda à Constituição que tramita no Congresso Nacional prevê a redução da jornada semanal sem diminuição salarial. Para o presidente do sindicato patronal, qualquer alteração na legislação trabalhista precisa considerar os impactos financeiros nas empresas, principalmente nas de pequeno porte.
Segundo Divaildo, um restaurante com 18 funcionários, por exemplo, teria que contratar pelo menos três novos colaboradores para manter o mesmo nível de funcionamento, caso a jornada seja reduzida. “Isso é matemática simples. O custo adicional será precificado e repassado ao consumidor final”, afirmou.
O dirigente também demonstrou preocupação com microempreendedores individuais e empresas familiares do interior, que podem enfrentar dificuldades de adaptação. Ele alertou ainda para o risco de aumento da informalidade caso a mudança não seja acompanhada de medidas compensatórias.
Entre as possíveis soluções, o SindCampina defende a decomposição da folha de pagamento e a revisão de encargos acessórios, preservando direitos considerados intocáveis, como INSS, FGTS e salário mínimo. “É preciso diálogo e responsabilidade para que boas intenções não resultem em insegurança jurídica”, destacou.
Divaildo também comentou a reforma tributária, classificando o período atual como de transição desafiadora para as empresas, mas afirmou que há expectativa de simplificação do sistema ao longo dos próximos anos.
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