Campina FM - Ao Vivo

Escute sem parar! baixe o nosso app.

Foto: Campina Fm

Dr. Carlos Diego orienta como se proteger da baixa umidade

Compartilhe:

Com a baixa umidade do ar atingindo municípios paraibanos, alguns sintomas podem aparecer ou se intensificar, como nariz e garganta secos, ardência, tosse irritativa e até sangramento nasal. Em entrevista ao Jornal Integração, da Campina FM, o otorrinolaringologista Dr. Carlos Diego explicou quais cuidados podem ajudar a reduzir os efeitos do tempo seco sobre as vias respiratórias.

Segundo o especialista, o nariz exerce funções importantes de umidificar, aquecer e filtrar o ar inspirado. Quando a umidade do ambiente diminui, esse processo pode ser prejudicado e provocar ressecamento da mucosa nasal. A situação merece atenção especialmente entre crianças e idosos.

NEM TODO SINTOMA É SINUSITE

Um dos alertas feitos pelo médico é para que sintomas provocados pelo tempo seco não sejam confundidos automaticamente com infecções. Ardência ao respirar pelo nariz, sensação de nariz entupido, garganta seca e tosse podem estar relacionadas ao próprio ressecamento das vias respiratórias.

Pessoas que já apresentam quadros recorrentes de rinite e sinusite também podem perceber sintomas semelhantes aos habituais. O médico ressalta, porém, que a causa pode ser diferente, reforçando a importância de evitar a automedicação.

AR-CONDICIONADO TAMBÉM EXIGE ATENÇÃO

O uso frequente do ar-condicionado pode contribuir para o ressecamento porque o equipamento deixa o ambiente mais frio e seco. Para quem permanece por longos períodos em locais climatizados, a recomendação é reforçar a hidratação e os cuidados com a mucosa nasal.

O QUE FAZER PARA ENFRENTAR O TEMPO SECO?

Entre as principais orientações apresentadas pelo Dr. Carlos Diego estão:

  • beber água várias vezes ao longo do dia, priorizando uma hidratação constante;
  • realizar lavagem nasal com soro fisiológico;
  • reforçar os cuidados caso permaneça muito tempo em ambientes secos ou climatizados;
  • evitar colocar líquidos não indicados na cavidade nasal;
  • não utilizar medicamentos e descongestionantes por conta própria.

Para a limpeza e umidificação nasal, o médico orienta o uso de soro fisiológico, cuja concentração padrão é de 0,9% de cloreto de sódio. Soluções com concentrações diferentes podem existir para situações específicas, mas precisam ser utilizadas de maneira adequada.

NARIZ SANGROU? NÃO JOGUE A CABEÇA PARA TRÁS

Outro ponto abordado durante a entrevista foi o sangramento nasal. O ressecamento pode provocar pequenas fissuras na mucosa e romper pequenos vasos. Segundo o especialista, não há necessidade de inclinar a cabeça para cima ou recorrer a soluções caseiras.

Caso exista sangramento contínuo, a orientação é comprimir a narina que está sangrando e procurar atendimento médico para identificar a origem e avaliar a necessidade de tratamento.

CUIDADO COM DESCONGESTIONANTES

O Dr. Carlos Diego também chamou atenção para o uso indiscriminado de descongestionantes nasais. Esses medicamentos atuam diminuindo o calibre dos vasos do nariz e podem favorecer o ressecamento quando utilizados de forma inadequada ou frequente.

A recomendação é não reutilizar medicamentos prescritos para episódios anteriores apenas porque os sintomas parecem iguais. Uma obstrução nasal provocada por infecção, por exemplo, pode exigir uma abordagem diferente daquela causada apenas pelo ressecamento.

Para enfrentar períodos de baixa umidade, o especialista reforça que o mais importante é manter uma rotina de hidratação. Em vez de consumir grande quantidade de água de uma única vez, a orientação é beber pequenas quantidades ao longo do dia e manter a lavagem nasal conforme a necessidade.

ASSISTA À ENTREVISTA COMPLETA CLICANDO AQUI

Fonte: Alan Ferreira

NOTÍCIAS RELACIONADAS